B. Ribeiro

  • Archive
  • RSS
Agora sim, já já chegam os adesivos.
View Separately

Agora sim, já já chegam os adesivos.

  • 5 months ago
  • Comments
  • Permalink
  • Share
    Tweet

O Lula, a USP e a pqp

Se vc acha que o Lula (assim como TODOS os políticos devem fazer uso das estruturas públicas, incluindo segurança, saúde e educação), você é um babaca, idiota, retardado que está fazendo piada com a saúde dos outros.

Bonito é ver em discursos todos falando o quão a saúde e educação estão bem, enquanto pessoas morrem na fila do hospital e crianças não reprovam por lei, permanecendo analfabetas eternamente. Afinal, sabe suas contribuições por uma África com menos fome, então, também (não) foram feitas porque você nunca esteve naquela situação, nunca precisou daquele tipo de apoio, mas conhece perfeitamente essa realidade.* 

Se você é contra a manifestação que acontece na USP, é um desinformado, que acredita na veja, istoé e outros portais que tantas vezes o enganaram, mesmo quando as imagens de depredação são claras, as declarações dos manifestantes falam mais que as matérias e afins. 

Certo é ficar quieto, concordar, achar bonitinho e, claro, desrespeitar as diferenças de opinião, afinal, é assim que se consegue uma boa argumentação.

Os argumentos - para um lado e para o outro - cada vez são mais infantis no momento da discussão; “Você nunca esteve num hospital público”, “Você é massa de manobra”, “Que piada sem graça essa sua opinião”.

A verdade é que, para evitar uma boa discussão, são usadas as velhas técnicas de xingar a mãe, ofender o pai e falar que vai comer a irmã. Coisas bem da 5a. série, sabe? Isso quando a discussão não vira uma infantil discussão política em que, uns tomam partido de um lado contando uma história bonitinha com cavalos brancos e onde todo mundo é feliz, e outros contam suas mazelas para arrancar lágrimas e piedade. 

Vivemos numa época em que os 140 caracteres fizeram as pessoas acharem que poucas palavras requerem poucos argumentos.

*Eu ia explicar, mas na boa, entenda como quiser.

  • 6 months ago
  • Comments
  • Permalink
  • Share
    Tweet

Líder é quem dá o exemplo

Uma informação irrelevante é, eu tenho uma hérnia de disco, a dor é constante e em alguns períodos quase impossível de aguentar. Mas por que alguém agradeceria por isso?

Era setembro de 2009, eu havia acabado de virar pai, ainda me acostumava com tudo aquilo, a responsabilidade e a obrigação de assumir menos riscos por um bem maior. Estava há 4 meses trabalhando na Juice Comunicação e num belo dia, minha coluna travou.

Mas não travou de qualquer jeito, foi de uma maneira em que eu não conseguia andar, não conseguia me mover, foi tenso.

Depois de uma semana voltei ao trabalho, mesmo com uma dor inacreditável, foi aí que comecei a notar a sorte que tenho quando se trata de pessoas ao meu redor, e é por isso que agradeço por toda a dor que senti.

Vendo meu estado, Bernardo me mandou de volta pra casa. Eu tinha certeza de que seria demitido ou qualquer coisa do tipo, mas a surpresa seria maior, numa visita ao médico - eu ainda andava com uma bengala - visitei a agência para conversar com Fabio e Bernardo. Naquele dia saí de casa pensando “como eu vou me virar? Sem conseguir trabalhar, certamente vou ser demitido”.

Eu era PJ, faria sentido e seria justo se o contrato fosse cancelado, mas não foi. No lugar disso, me passaram toda a segurança que eu precisava para me cuidar. 

Eu continuaria essa história, mas o importante é, eu sou grato pela força que o Bernardo sempre me deu, foi dos primeiros que falou “vai lá moleque, você consegue mais que só programar”, me contratou 3x, sempre foi extremamente generoso comigo e foi um dos primeiros caras que me fez pensar em quanta sorte eu tenho por ter pessoas tão bacanas por perto.

[Nota I]

Esse foi um post desabafo para demonstrar a minha admiração por uma pessoa em específico. Obviamente admiro muitos outros, mas isso daí é especial, estar do lado na alegria é fácil, estar do lado na hora em que você está na merda, como ele esteve, o Taranto esteve, isso representa. 

[Nota II]

Fiquei fora por 1 mês e meio.

 

  • 7 months ago
  • Comments
  • Permalink
  • Share
    Tweet

Malditos freelancers

Não é de hoje que o relacionamento entre agências e freelancers é conturbada e mais parece um casamento, tendo em comum até as fases de namoro, lua-de-mel, acomodação as reclamações e o divóricio.

Mas o que será que leva algumas agências a dependerem tanto destes profissionais e tantos destes profissionais a abandonar projetos no meio do caminho?

Por parte da agência:

Cada vez mais as agências vem se posicionando como “full service”, 360, ou seja lá qual for o nome do momento, em bom português, significa que a agência joga nas 11, faz tudo.

Até aí, nenhum problema, a não ser pelo fato de não haver dinheiro suficiente - ou fluxo de trabalho regular o suficiente - para que se mantenha uma estrutura completa, com profissionais qualificados e que realmente saibam o que é e o que não é possível.

É aí que surgem problemas como um PSD para um site que chega com sangria, por exemplo.

Outro ponto determinante para que as empresas dependam de freelancers é a péssima qualidade dos Gerentes de Projeto no Brasil, especialmente os que trabalham em agências. Acredito que se fosse feito um teste com uma única pergunta, “Cite dois grupos de processo no desenvolvimento de um projeto”, poucos conseguiriam saber a resposta.

Por conta disso, promessas absolutamente equivocadas são feitas aos clientes e pela falta de profissionalismo, o objetivo do Gerente de Projeto se torna basicamente agradar ao cliente e manter a conta em casa pelo máximo de tempo possível, o que gera mais atrito que simplesmente dizer “neste tempo que você está me dando, não dá para fazer tudo que você quer”.

O escopo geralmente vem absurdamente grande e o prazo, absurdamente curto. A única solução é trazer um recurso extra para atender esta demanda pontual.

Pelo lado do profissional

Basicamente existem três tipos de freelancers:

1 - Eu vivo disso:

São aqueles que realmente decidiram se tornar “freelancers profissionais”, não possuem emprego fixo, renda fixa e não desejam mudar de vida a curto prazo.

2 - Eu preciso disso pra viver:

São aqueles que precisam deste tipo de trabalho para complementar a renda ou para alcançar um objetivo maior, seja uma viagem, um carro ou qualquer outra coisa.

3 - Eu preciso de algo diferente:

Claro, nem todo mundo está satisfeito com o trabalho que realiza no seu próprio emprego, então, procuram nos freelas uma alternativa para realizar trabalhos mais criativos ou que os satisfaçam em algum sentido.

O problema comum aos lados

A grande questão deste tipo de trabalho é que tudo é muito sensível. Em geral, pelo padrão adotados pelas agências, o prazo é sempre curto e o risco é alto. Ou você já viu algum freelancer receber uma proposta para um trabalho que tem folga na produção?

Aliado a isso, ainda pela falta de educação nas relações entre agência e cliente, é certo que o material vai atrasar, as aprovações vão demorar e o prazo não vai se mover.

É básico da Gestão de Projetos, Tempo-Escopo-Custo, combine-os e tenha a qualidade final. Se o tempo encurtou, você definitivamente precisa mexer nas duas outras variáveis a não ser que não se importe em perder qualidade. Se o escopo aumentou, vai ser necessário mexer no tempo e provavelmente no custo, e se o custo é baixo… aí existe um problema sério.

Trabalhe de graça, trabalhe por um preço justo, nunca, nunca trabalhe barato.

Se você trabalha barato, as pessoas acreditam que podem exigir mais do que o combinado, pelo fato de estarem pagando e você, provavelmente não vai saber dizer não.

Em todo caso, risco alto, prazo curto e o freelancer ali no meio do caminho. O material do projeto atrasou, o cronograma - quando existe um - está absolutamente de cabeça pra baixo e o freelancer desiste do projeto.

É como uma bomba para a agência, a relação com o cliente que já não era uma beleza, vira uma guerra. Mas, afinal, a culpa é de quem?

A agência vive de um modelo que se perpetua há tempos, o cliente nunca foi educado a respeitar prazos e receber “não” como resposta, e o freelancer?

Se estamos falando do profissional que vive disso, não dá pra dizer que ele está errado em dizer “Ok, você me contratou para x tempo/escopo e isso mudou, não posso seguir a partir daqui, tenho outros compromissos”. Se estamos falando dos outros dois casos, é pressuposto que ele tem um emprego fixo e que a agência sabe disso, logo, ele desistir é parte do risco assumido pela mesma, afinal, ele provavelmente vai dar prioridade as demandas de seu emprego fixo e não ao seu freela.

Claro que há aqueles freelancers que aceitam um projeto que simplesmente não podem fazer, uma tecnologia que não dominam ou algo do tipo, mas o processo para seleção deste profissional deveria ser tão rígido quanto a seleção de um profissional fixo.

A conclusão é que, a partir do momento em que as agências passem a investir na profissionalização de seus Gerentes de Projeto, e aceitarem que vão perder um cliente hoje para ganhar uma relação mais saudável com os outros amanhã, os freelancers - como existe nos modelos brasileiros - não será tão necessário.

As agências sempre dizem “sim” aos clientes e esperam o mesmo daqueles que os atendem, será mesmo que esse é o caminho?

  • 8 months ago
  • 2
  • Comments
  • Permalink
  • Share
    Tweet

Amanhã vai ser outro dia

Estou chegando perto dos 30 anos de idade, talvez isso me faça ter um olhar um pouco mais duro, mais crítico em especial com relação ao trabalho, já que passo a maior parte do meu tempo nele.

Acontece que no meio destas observações, cheguei a uma triste conclusão: Destruíram um mercado e uma geração. Parece dramático, exagerado, mas não é.

Eu comecei a trabalhar com 9 anos de idade, obviamente eu não queria, nem podia ter uma carteira de trabalho. Nessa época, o trabalho era na verdade uma diversão, ajudava meu pai com os computadores que ele levava pra casa para consertar (desculpa por ter queimado tantas peças, pai).

Em 1998 eu comecei a trabalhar com web, ainda num modelo muito amador - afinal, quem não era amador naquela época!? - e com o passar dos anos fui passando pelas agências, e aí que começa a história de verdade.

Desde a primeira por onde passei, no momento da contratação sempre me explicaram todos os problemas de uma contratação por CLT, os impostos, o quanto meu salário ficariam baixo, todos os descontos e etc. No fim, não era tão difícil enrolar um garoto de 18 anos.

E assim fui acostumados a pensar que o salário mais alto hoje é mais interessante que a CLT. Fomos doutrinados a pensar no hoje e esquecer que amanhã ficaremos velhos… e que em algum momento não poderemos mais trabalhar. 

Também me ensinaram a comprar nota para não precisar abrir uma empresa - sim eu tenho uma empresa, mas por ter aprendido que era preciso através de meus pais.

O que esqueceram de ensinar também é que, você precisa fazer uma reserva pra época das vacas magras. Se você é contratado no esquema de PJ e quebra um braço… e aí, vai fazer o que? E quando se aposentar, 1 salário mínimo será o suficiente?

No fim, as agências em geral te oferecem basicamente o “leão do dia” e alguns quilos a mais por conta das noites viradas alimentadas com pizza. 

A noção de que isso - noites viradas - é estúpido começa a tomar conta, mas não porque é prejudicial e burro, mas sim, porque dá prejuízo a médio/longo prazo.

São só negócios, não é nada pessoal. 

Pra mim, com quase 30, se torna uma urgência tomar medidas para o futuro, pra você que está começando agora, é uma obrigação economizar uma grana e ter o controle, saber que teu futuro depende disso e não de um iPhone ou um carro novo. Ao menos, essa é a minha sugestão. 

Quanto às agências, sugiro cuidado, criar uma geração de “descartáveis” é ter a certeza de que a geração seguinte será menos comprometida, mais rigorosa e menos criativa.

Só pra fechar, uma frase doce e gentil.

Ritmo de agência é o caralho.

  • 9 months ago
  • 6
  • Comments
  • Permalink
  • Share
    Tweet

Policia para que(m) precisa(?)

As redes sociais são ponto principal quando se fala da revolução social que as tecnologias modernas trouxeram. Mas a principal mudança veio por conta da contribuição  especial dos celulares em conjunto com a internet, estes dois itens teriam trazido algo novo, a garantia (real) da liberdade de expressão. Claro, isso seria verdade se não vivêssemos em um mundo que se adapta rapidamente e onde as pessoas encontram, até com certa facilidade, um meio de reduzir o impacto das mudanças em suas vidas.

Nos últimos meses uma série de casos aconteceram e cito rapidamente 4 deles para demonstrar meu ponto.

Parte I - Os skatistas.

Diversos sites divulgaram o vídeo de skatistas que andavam pela Praça XV - Rio de Janeiro, quando foram abordados por um policial. No meio da abordagem uma menina aparece chorando, seu namorado acabara de ser roubado. O policial, ao invés de ir atrás do bandido, correu atrás dos skatistas e no vídeo, fica claro que uma das principais preocupações do policial era o fato de um deles estar filmando a ação.

Video: http://www.youtube.com/watch?v=hCn7K4yVhkc

Parte II - Marcha da Maconha (SP)

Policiais tentaram impedir diversas pessoas de fazer imagem da ação policial. Muitos celulares e filmadoras foram danificados ou sumiram. Sem dúvida nenhuma, a ação da polícia foi desproporcional e injusta, talvez daí o medo das imagens. 

*Por que diabos não foram atrás do FHC dar uns tapas nele depois da divulgação do documentário “Cortina de fumaça”? Afinal, ele manifestou sua opinião de maneira muito parecida com aqueles manifestantes.

Video: http://www.youtube.com/watch?v=fCfxshW2OME

Parte III - Aeroporto de Congonhas (SP)

No meio de uma confusão pelo cancelamento de um voo da TAM, eu pedi a um de seus funcionários um documento (que são obrigados por lei a me entregar) confirmando o cancelamento. Este funcionário disse que não daria nada e que eu deveria procurar uma pessoa no aeroporto do Rio através de seu “nome de guerra”, como eu precisava documentar o fato de alguma forma, fui tentar filmar ele dizendo que não daria tal documento. O problema é que um Policial Federal tentou me impedir de filmar (ainda tenho as imagens).

Video: http://www.youtube.com/watch?v=XdEiNaW4HYU

Parte IV - Lagoa, RJ.

Durante uma blitz da Lei Seca houve uma confusão e um rapaz agrediu um policial - ação totalmente injustificável -, no entanto, como resposta um grupo de policiais partiu pra cima do rapaz espancando o mesmo, um amigo deste rapaz correu pedindo para que parassem com aquilo e acabou sendo agredido também. A namorada deste segundo rapaz filmava o caso quando um dos policiais tomou seu celular e jogou longe. O celular sumiu junto com as imagens. Outra pessoa, aparentemente da Lei Seca, filmou a ação, mas não acredito que essa imagem se torne pública.

Video: Infelizmente o conteúdo foi localizado.

—-

Se há meios de divulgação de informações e existe a liberdade de expressão, a adaptação mais simples das “autoridades” que se sentem prejudicadas por terem seus atos expostos, é simples: Evitar a produção de provas ou conteúdo que demonstre os fatos.

O que estes casos devem nos levar a discutir é: A abrangência não só da liberdade de expressão, mas também da produção de conteúdo - e as responsabilidades daquele que o produz -, além do preparo das “autoridades” para lidar com os novos tempos onde seus atos se tornam cada vez mais suscetíveis à exposição, já que cameras nos perseguem o tempo todo. O sentido de “ser livre para se expressar” vem mudando e há novas necessidades de educação para aquele que quer se expressar, para os que são contra o ponto de vista dos que se expressam e principalmente, daqueles que precisam mediar e garantir a segurança dos dois grupos.

Do ponto de vista policial, fica cada vez mais clara a necessidade de mudança no aspecto de repreensão. O papel da polícia é servir a comunidade, garantir sua segurança e preservar a integridade social, e não abusar de seu pseudo-poder tendo como fim o benefício próprio. Ter uma polícia truculenta, sem capacidade de argumentação e sem o menor controle de sua agressividade… que sequer sabe seu devido papel dentro do todo e que, no fim das contas, acredita ser permitido a fazer o que quiser, afinal, se a polícia te agredir, você vai reclamar com quem, com o Super Homem? Isso precisa mudar.

Tempos difíceis virão e espero que a sociedade esteja pronta pra apanhar muito porque hoje em dia os honestos são tratados como bandidos e os bandidos são tratados como profissionais que tem até um código de honra.

Video: http://www.youtube.com/watch?v=LKcM0O61aXo

Nota: Fica a lição: 

http://www.youtube.com/watch?v=jYBFUW5H_C4 e http://www.youtube.com/watch?v=sXWTiMAFgt8

  • 11 months ago
  • 4
  • Comments
  • Permalink
  • Share
    Tweet

“Nosso medo mais profundo
não é o de sermos inadequados.
Nosso medo mais profundo
é que somos poderosos além de qualquer medida.
É a nossa luz, não as nossas trevas,
o que mais nos apavora.
Nós nos perguntamos:

Quem sou eu para ser Brilhante,
Maravilhoso, Talentoso e Fabuloso?
Na realidade, quem é você para não ser?

Você é filho do Universo.

Se fazer pequeno não ajuda o mundo.
Não há iluminação em se encolher,
para que os outros não se sintam inseguros
quando estão perto de você.

Nascemos para manifestar
a glória do Universo que está dentro de nós.
Não está apenas em um de nós: está em todos nós.
E conforme deixamos nossa própria luz brilhar,
inconscientemente damos às outras pessoas
permissão para fazer o mesmo.
E conforme nos libertamos do nosso medo,
nossa presença, automaticamente, libera os outros.”

Nelson Mandela

  • 12 months ago
  • 3
  • Comments
  • Permalink
  • Share
    Tweet

Brasil, um país de tolos.

A luta por dignidade é mais que um direito, é uma obrigação de todos. O caso dos Bombeiros é um caso tradicional no Brasil. As reclamações são feitas, a busca por melhorias através de meios tradicionais são ignoradas. Quando a paciência acaba e o protesto real é a única saída, os manifestantes são acusados de intransigência.

Vale citar Nelson Mandela que dizia que a violência (e não foi o caso do manifesto dos Bombeiros) é justificável quando todos os outros meios foram tentados e não obtiveram o resultado justo.

O Corpo de Bombeiros é base da segurança pública, são homens que colocam sua vida em risco, por muito pouco para nos manter seguros.

A política do Governo do Estado do Rio de Janeiro vem sendo a mais hipócrita possível e logo, tornará inviável a convivência pacífica no Rio de Janeiro.

É hora do povo brasileiro entender, se manifestar - seja por aumento salarial, condições de trabalho, condições de transporte ou regulamentação do uso da maconha - é um direito constitucional. É hora de acabar com as confusões que existem entre o papel do Governo e o desejo de intromissão do Governo.

Liberdade individual de escolha, respeito, dignidade e cumprimento da constituição, essas são as bases para um país melhor.

Eu apoio a manifestação do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.

  • 12 months ago
  • Comments
  • Permalink
  • Share
    Tweet

Invictus - William Ernest Henley

  • 1 year ago
  • Comments
  • Permalink
  • Share
    Tweet

A legalização errada

Um dia desses, com tempo pra pensar, acabei percebendo que por preconceito, falta de informação - ou simples preguiça - algumas pessoas acabam sendo contra a legalização da maconha. 

Particularmente, não sou um usuário, mas prezo pelo justo e trago alguns pontos que tentam, de maneira muito superficial, demonstrar que lutamos contra o “inimigo” errado, usando como base os principais pontos daqueles que são contra a legalização.

Mas antes disso, devo dizer que a postura daqueles que consomem e buscam sua legalização são extremamente prejudiciais à causa. Argumentos tão furados quanto os do lado oposto, a busca - da grande maioria - pelos estereótipos e até a falta de respeito com a religião Rastafari, fazem com que a causa perca força.

—

Independente de questões culturais e econômicas, em geral os argumentos para a proibição são os mesmos em todos os cantos.

—

Argumento 1: Os usuários alimentam a violência

Acontece que a industria armamentista não é fomentada pelo tráfico de drogas, e sim pela disputa entre países que consomem e os que produzem petróleo. Sem essas disputas a indústria armamentista seria reduzida por natureza e, segundo a lei da oferta e procura, os preços subiriam, tornando a violência urbana - talvez - menor.

Argumento 2: O uso da maconha é um problema de saúde pública.

A verdade é que poucos estudos sérios, imparciais e profundos foram feitos quando se trata de seus efeitos medicinais. Para o alívio da dor é evidente seu efeito e seu uso é extremamente antigo.

Acontece que além do uso medicinal, existem duas outras questões. A primeira afirmação é que, a longo prazo, a droga traria prejuízo direto para a saúde. Bom, o consumo de café a longo prazo também traz problemas de saúde - câncer, gastrite e outros. Evitarei falar do álcool, seria como bater em cachorro morto.

Mas voltemos ao petróleo, o mesmo produto que fomenta a industria armamentista; Como utilizamos esse produto como base para boa parte do fornecimento de energia, e neste processo aumentamos a poluição, podemos dizer que o uso do petróleo trouxe mais malefícios à saúde pública que qualquer outro item.

O aumento significativo do índice de câncer de pele e doenças respiratórias são fruto do uso indiscriminado e, até mesmo, irresponsável do petróleo e seus subprodutos.

Argumento 3: A maconha é porta de entrada para outras drogas mais pesadas

É verdade, assim como o álcool, festas, amigos e cabeça fraca. Por favor, a maconha não coloca uma arma na cabeça de ninguém. Quem é estúpido, louco ou simplesmente quer algo mais pesado, vai atrás. 

Maconha não leva as pessoas a outras drogas, pessoas levam pessoas a outras drogas. Fiz um teste colocando 25 gramas de maconha na minha mesa e ela não me levou a lugar algum. (se você levar isso ao pé da letra, por favor, enfie a cabeça no vaso sanitário e dê discarga).

—

Em termos gerais, a maconha pode ser completamente utilizada. A planta pode ser usada para a produção de roupas, sapatos, sacolas biodegradaveis, remédios e toda sorte de produtos.

O ponto que me incomoda é proibirmos de maneira tão vazia a maconha enquanto continuamos sustentando a criminalidade - no lugar de receber impostos e afins, que poderiam ser revertidos em saúde, escolas e outros - e mantemos como problemas menores o usuo do álcool, e outros materiais que trazem muito mais danos.

O petróleo - sinto muito por voltar a falar disso - é causador de danos ao ambiente, à saúde, gera guerras e de quebra, como movimenta muito dinheiro, acaba atrasando a evolução cientifica que busca alternativas de energias limpas e renováveis.

Por fim, cheguei a conclusão de que proibimos as coisas erradas, mas claro, sem uma discussão séria, é mais fácil achar que estamos no caminho certo a brigar com industrias que movimentam o mundo. 

[Texto sem revisão e provavelmente ainda sem muito sentido.]

  • 1 year ago
  • Comments
  • Permalink
  • Share
    Tweet
← Newer • Older →
Page 1 of 4

About

Escrevo para esquecer e não para mudar. Em geral, os textos não são relacionados com experiências próprias, mas com observações e pensamentos de noites insones.

Twitter

loading tweets…

I Dig These Posts

See more →
  • RSS
  • Random
  • Archive
  • Mobile

Effector Theme by Carlo Franco.

Powered by Tumblr